Nova esperança no tratamento de Parkinson


Investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra (CNC) identificaram uma disfunção na estrutura das células que cria esperança no tratamento da doença de Parkinson.

Coordenada por Sandra Morais Cardoso, em colaboração com uma equipa da Universidade do Kansas (EUA), a investigação identificou a mitocôndria, um organelo intracelular que sintetiza a energia das células, como o sinalizador da disfunção no funcionamento celular que provoca a doença.


“Mostrámos que uma disfunção da mitocôndria potencia uma alteração de umas estruturas (microtúbulos) essenciais para se fazer o transporte dos constituintes celulares”, explicou a investigadora.

Utilizando células colhidas no sangue de portadores da doença de Parkinson, os cientistas verificaram que quando a mitocôndria não funciona correctamente - o que pode acontecer devido ao envelhecimento, stress oxidativo ou por defeitos genéticos - a eliminação das células degradadas não se processa da forma adequada.

“Podemos comparar os microtúbulos que existem nas células a uma rede de caminhos-de-ferro. Se ela estiver em alguns pontos danificada o transporte não é eficiente”, sublinha, acrescentando que vão formar-se nesses pontos vesículas, uma espécie de bolsas, com as partes danificadas das células que deveriam ser eliminadas, e proteínas que se tornam tóxicas, provocando a morte celular.

Segundo a investigadora, se se souber como a doença evolui ao nível da célula “podem identificar-se pontos como alvos, e desenhar drogas, fármacos, que vão actuar a esse nível na tentativa de curar ou de impedir a progressão da patologia”.

O que se faz actualmente na doença de Parkinson “é tratar os sintomas, mas não se impede a progressão da doença, e as células vão continuando a morrer”.

Tendo identificado o processo, a equipa de Sandra Morais Cardoso decidiu testar um agente que permitisse voltar a agregar os pontos da rede que estivessem danificados. Segundo uma nota de imprensa da reitoria da Universidade de Coimbra, foi escolhido o “taxol”, um composto também usado, mas em doses elevadas, na quimioterapia.
As conclusões do estudo, recentemente publicadas nos jornais internacionais «CNS & Neurological Disorders - Drug Targets», «Frontiers in Aging Neuroscience» e «Neurobiology of Disease», mostram que esse composto previne a acumulação de agregados tóxicos de proteínas em células com mitrocôndrias disfuncionais de doentes de Parkinson.

Ensaios clínicos para Alzheimer

Depois dos ensaios com células humanas, a partir de Maio os investigadores vão realizar ensaios em animais utilizando um fármaco sintetizado por uma equipa da Universidade de Israel e que tem estado a ser utilizado em ensaios clínicos com doentes de Alzheimer, outra patologia neurodegenerativa.

“Vamos ver o comportamento, mas também o cérebro destes animais, e se aqueles marcadores que se encontram no cérebro dos doentes e que se encontravam neste modelo animal deixam de existir com os tratamentos”
, explicou, acrescentando que esse composto é administrado por via nasal, o que lhe confere boas características para aplicação em humanos. A equipa de Sandra Morais Cardoso está também a tentar comprovar idênticos conceitos numa investigação sobre a doença de Alzheimer.


In Ciencia Hoje

Risco de AVC é hereditário


A probabilidade de um indivíduo sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) por volta dos 65 anos é maior no caso de um dos seus progenitores também ter passado pelo mesmo problema naquela idade, afirmam investigadores norte-americanos num artigo publicado no jornal Circulation.
Muitos dos factores de risco para o AVC, como a hipertensão arterial, a obesidade e o tabagismo, podem ser modificados, mas a história familiar da doença não pode ser alterada, lembram os autores, sugerindo que o historial clínico familiar passe a fazer parte da avaliação do risco de ataque.


Nesta investigação, foram recolhidos dados referentes a 3 443 pessoas. Na história clínica dos progenitores destes participantes, existiam 106 casos de AVC por volta dos 65 anos.

Entre os actuais participantes, 128 sofreram AVCs ao longo dos 40 anos em que decorreu o estudo.

Tendo em consideração os principais factores de risco para o AVC, os investigadores verificaram que os indivíduos cujos progenitores tinham tido aquele problema apresentavam o dobro do risco de também sofrerem um AVC.

Esta relação é mais acentuada entre mães e filhas.
In Ciencia Hoje

O que é que te passa pela cabeça?

Estamos em Março e vamos iniciar mais uma Semana do Cérebro. Enquanto o coração tem um mês inteiro a si dedicado, o que é inteiramente merecido, o cérebro tem apenas semana. É certo que as doenças cardiovasculares são a maior causa de morte no mundo ocidental. Mas todos sabemos que sem função cerebral não há vida. Assim, uma semana parece demasiado pouco, tanto mais que muitas vezes andamos distraídos, com o cérebro ocupado a pensar na crise, na chuva excessiva ou na face oculta. Talvez tenhamos o coração preenchido, talvez apertado... talvez o coração tenha razões que a própria razão desconhece... mas é o cérebro que nos faz o que somos.


Então e porquê a semana do cérebro? É uma máquina fantástica que controla todas as nossas funções, desde as mais básicas às mais complexas, como a consciência e as emoções. Em 1,5 kg, um emaranhado perfeito de 100 mil milhões de neurónios comunica freneticamente, disparando em várias direcções, enviando sinais e mensagens e processando uma quantidade imensa de informação.
Numa altura em que, por causa do envelhecimento, assistimos a um aumento do número de casos de doenças que afectam o cérebro, como Alzheimer ou Parkinson, devemos alertar para estes problemas e para as soluções.
A Semana do Cérebro é uma campanha global que pretende chamar a atenção para os avanços e benefícios da investigação que é feita sobre o cérebro. Universidades, hospitais, grupos de doentes, escolas, associações e várias outras instituições por todo o mundo “celebram o cérebro”.

Em Portugal, a Sociedade Portuguesa de Neurociências, em conjunto com a Sociedade Portuguesa de Neurologia, são as grandes promotoras das várias actividades que serão desenvolvidas. Entre 14 e 20 de Março, os investigadores vão às escolas, os alunos visitam os institutos de investigação, e dá-se assim asas à imaginação.

No Instituto de Medicina Molecular, em Lisboa, a exemplo do que acontece um pouco por todo o país, os grupos de investigação em neurociências promovem um roteiro sobre algumas das áreas de investigação que desenvolvem – “O que é que te passa pela cabeça?” é o tema do roteiro que vai envolver várias experiências “hands on” com equipamentos sofisticados para ver neurónios em funcionamento, para ver modelos de doença de Parkinson em leveduras, ou para, simplesmente, deixar que o cérebro mostre a nossa veia artística.
Por todo o país, não faltarão certamente actividades interessantes em que todos podemos participar. 


In Ciência Viva Por Tiago Fleming Outeiro

BBC Science & Nature: Human Body and Mind

Aquando de uma pesquisa na net descobrimos no site da BBC uma série de jogos e testes psicológicos relacionados com a mente humana e funcionamento cerebral. Aqui está um screen shot de um desses teste. Visitem o site através da hiperligação abaixo e divirtam-se! =)


http://www.bbc.co.uk/science/humanbody/mind/surveys/memory/

Giuliano Binett: "Acredito que vou encontrar a cura para o Alzheimer daqui a cinco anos"


Para ver esta e mais noticias aceda a: 

http://www.grandeportoonline.pt/catalog/productImages/semanariograndeporto.pdf

A nossa Maqueta...

No início deste período começamos por construir uma maqueta com o intuito de seleccionarmos os materiais mais adequados para a edificação do cérebro de grandes dimensões. Na maqueta está presente apenas uma parte sensorial no seu interior constituída por gelatina (aquela que se utiliza em vasos) coberta de tecido, uma vez que o tempo começou a ser escasso para colocarmos também a parte científica, isto é, a que está relacionada com as doenças cerebrais que vamos abordar. No exterior da maqueta colocamos espuma de poliuretano para dar a forma da massa branca do cérebro e representamos os 4 lobos do cérebro através de diferentes cores (azul-lobo frontal, verde-lobo temporal, amarelo-lobo parietal e cor-de-rosa-lobo occipital). A sua estrutura é composta pela chamada rede de galinheiro.
Neste momento estamos a edificar o cérebro de grandes dimensões e em breve iremos expô-lo tanto na nossa comunidade educativa como no nosso blog.

Não percam!

:)


Aqui está a nossa maqueta:




"Impulsos" no I Encontro Internacional de Psicogeriatria



Nos passados dias 19 e 20, no Fórum S. Bento Menni, na Casa de Saúde de S. João de Deus, decorreu o I Encontro Internacional de Psicogeriatria. Tal como anunciado aqui no blogue, o nosso grupo, "Impulsos", esteve lá! 
Foi uma experiência muito positiva para nós as quatro, afinal foi o nosso 1º congresso! Chegamos ao local do encontro meio a medo e sem saber ao certo o que nos esperava. O 1º impacto foi fantástico! Mal passamos a porta de entrada,   vimos um monte de stands coloridas, abarrotadas de artigos apelativos, que preenchiam toda a sala de recepção. Com a ajuda do simpático André dirigimo-nos ao balcão para confirmar as presenças. No mesmo balcão deram-nos uma pasta alusiva ao congresso, um bloco de notas e uma caneta muito engraçada. E foi assim, com a nossa "pastinha" preta na mão, que nos dirigimos ao auditório para ouvirmos as diversas exposições planeadas para o dia. Tivemos o privilégio de ouvir grandes personalidades de diversos domínios da psicogeriatria tais como: psiquiatria, neurologia, psicologia, entre outros. Apesar de não dominarmos as matérias abordadas por todos os oradores, saímos com certeza mais informadas e com maior curiosidade e vontade para ampliar os nossos conhecimentos nesta área. 

    E cá estamos nós! =D

Sobre nós...


Somos o grupo "Impulsos", constituido pela Adriana, Laura, Sandra e Sílvia, alunas do 12ºA do Colégio La Salle. Aqui iremos postar todo o nosso trabalho ao longo deste ano lectivo, que será relacionado com o cérebro humano e doenças a ele associadas. Curiosidades, actividades a desenvolver será um pouco do que irá encontrar aqui.
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